Alarme de Incêndio em Galpão Industrial: O que a IT-19/2025 Exige e Como Regularizar em SP
Entenda o que a IT-19/2025 do CBPMESP exige do sistema de alarme de incêndio para galpões e indústrias em SP, como classificar o risco e regularizar o AVCB.

Por Samuel Costa, Engenheiro Civil e Engenheiro de Segurança do Trabalho
CREA-SP 5070163570 | Responsavel técnico da DRD2 Engenharia
Publicado em 2026-04-09 | Atualizado em 2026-04-09

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Se você administra ou opera um galpão industrial, armazém logístico ou unidade fabril em São Paulo, sabe que a regularização do AVCB é um dos principais desafios operacionais. E um dos itens que mais geram exigências e reprovações nas vistorias do CBPMESP é justamente o sistema de detecção e alarme de incêndio (SDAI).
Com a publicação da IT-19/2025 em março de 2025, os critérios ficaram mais rigorosos. Neste artigo, explicamos o que mudou, o que é exigido para galpões e como regularizar sua operação sem retrabalho.
O alarme de incêndio é obrigatório para galpões em São Paulo?
Sim. A obrigatoriedade é definida pelo Decreto Estadual nº 63.911/2018 (atualizado pelo Decreto nº 69.118/2024), cruzando o grupo de ocupação, a área construída e a carga de incêndio da edificação.
Galpões classificados como Grupo I com área e risco que atingem os gatilhos normativos são obrigados a instalar o SDAI como condição inexorável para obtenção do AVCB.
Como a IT-19/2025 afeta galpões e indústrias?
A IT-19/2025 trouxe alinhamento integral com a ABNT NBR 17240 e reforçou exigências específicas para ambientes industriais. Os pontos de maior impacto são:
- Avisadores visuais obrigatórios em ambientes ruidosos: em galpões com operação acima de 105 dBA, a IT-19/2025 exige obrigatoriamente dispositivos de alarme visuais (strobes) em complemento às sirenes. Muitos sistemas antigos não possuem esse recurso e reprovam na vistoria.
- Certificação INMETRO da central é expressa: a central de alarme deve ter certificação INMETRO. Equipamentos sem certificação geram exigência automática.
- Autonomia da fonte auxiliar: a bateria backup da central precisa ter autonomia mínima de 24h em supervisão e 15 min em alarme. Sistemas com baterias subdimensionadas não atendem esse critério atual.
- Relatório de comissionamento: a vistoria agora exige formalmente o laudo de comissionamento — atestando teste funcional rigoroso com o engenheiro da obra sendo o avalista responsável em CREA ativo.
Quais são os erros mais comuns que reprovam o alarme de galpão no CBPMESP?
- Dimensionamento incorreto: espaçamento errado entre detectores, sem observância da área de cobertura por tipo de detector e da carga de incêndio da ocupação.
- Central sem INMETRO: gera exigência automática, independentemente do "bom" funcionamento ou tempo de uso pacífico por anos do equipamento.
- Falta de strobes em zonas ruidosas: ausência de sinalizadores visuais vermelhos. O operador de empilhadeira precisa ver quando não conseguir ouvir por usar E.P.I.
- Documentação incompleta: ausência do relatório exigido.
- Projeto divergente: discrepâncias de layout físico contra o que foi anexado e lido no portal (e-Projeto) pelo Batalhão na auditoria.
Como regularizar o alarme de incêndio do meu galpão em SP?
Para não amarrar o fluxo livre dos materiais da sua companhia e não atrasar sua agenda, os passos lógicos validados e aprovados perante o Comando são cinco engrenagens contínuas:
- Diagnóstico técnico: verificação da obsolescência e mapeamento da nova ocupação I-1, I-2 ou I-3.
- Projeto e ART: projeto técnico completo detalhado na NBR.
- Protocolo Rápido: respostas com fundamentação técnica e submissão via sistema informatizado do estado de SP.
- Instalação rastreável: equipe montando e ligando as chaves dos painéis da Central Aprovada em sincronismo a todas as redes sensíveis instaladas.
- AVC na mão: acompanhamentos sistemáticos de testes em laudos de liberação final para receber das mãos do comando sua legalidade.
Quanto tempo leva para aprovar?
O prazo médio é de 45 a 120 dias, dependendo da complexidade. Para galpões de alto risco (I-3) ou com integrações sistêmicas severas como sprinkler e supressão de gás carbônico na sala do servidor de dados, aguarda-se um intervalo mais analítico pela parte dos analistas oficiais.
Inicie ao menos com 6 meses frente ao vencimento letivo do seu AVCB.
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Sobre o Autor
Eng. Samuel Costa é Engenheiro Civil e Engenheiro de Segurança do Trabalho (CREA-SP 5070163570), responsável técnico da DRD2 Engenharia e especialista em projetos de AVCB em São Paulo.
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