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Porta Corta-Fogo10 de maio de 20262 min de leitura

O que reprova a porta corta-fogo no AVCB? Os 7 defeitos mais cobrados pelo CBPMESP

Mola vencida, barra antipânico travada, empenamento e falta de certificação INMETRO. Veja o que o Corpo de Bombeiros verifica nas portas corta-fogo na vistoria do AVCB.

Eng. Samuel Costa, responsavel técnico da DRD2 Engenharia, CREA-SP 5070163570

Por Samuel Costa, Engenheiro Civil e Engenheiro de Segurança do Trabalho

CREA-SP 5070163570 | Responsavel técnico da DRD2 Engenharia

Publicado em 2026-05-10 | Atualizado em 2026-05-10

O que reprova a porta corta-fogo no AVCB? Os 7 defeitos mais cobrados pelo CBPMESP

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A porta corta-fogo é um dos itens mais inspecionados na vistoria do CBPMESP para emissão ou renovação do AVCB. Ao contrário do que muitos síndicos e responsáveis técnicos imaginam, não basta a porta existir — ela precisa funcionar corretamente, ter certificação INMETRO e atender aos requisitos da NBR 11742 e da IT 11/25.

1. Mola hidráulica vencida ou com fechamento lento

A NBR 11742 exige fechamento automático completo em até 10 segundos. O vistoriador cronometra o fechamento de cada porta durante a vistoria. Mola com óleo vencido, regulagem incorreta ou desgaste interno fecha devagar — reprovação imediata. A substituição deve ser por mola com especificação compatível com o peso da folha.

2. Porta empenada acima de 3 mm

Empenamento acima de 3 mm compromete a vedação da porta contra fumaça e invalida a compartimentação. O vistoriador verifica visualmente e com régua. Causas frequentes: umidade, impacto de carrinho ou empilhadeira, e instalação incorreta do batente.

3. Barra antipânico inoperante ou ausente

A NBR 11785 exige barra antipânico em toda porta de saída de emergência com passagem de mais de 50 pessoas. A barra deve abrir com até 67 N. Barras enferrujadas, travadas ou que exigem chave para abrir internamente são reprovação certa.

4. Vedação intumescente deteriorada

O perfil intumescente no batente expande ao calor e veda a passagem de fumaça. Vedações ressecadas, soltas ou ausentes comprometem a função corta-fumaça da porta — item verificado em detalhe durante a vistoria.

5. Sinalização fotoluminescente ausente ou desbotada

A IT 20/25 exige placa "SAÍDA" e seta direcional fotoluminescente em toda porta de rota de fuga. Placas apagadas, posicionadas incorretamente ou ausentes geram exigência específica no Comunique-se.

6. Ferragens sem certificação INMETRO

Dobradiças, fechaduras e barras antipânico devem ter certificação INMETRO para uso em porta corta-fogo. Substituição por peças genéricas invalida a classificação de resistência ao fogo da porta — mesmo que ela feche corretamente.

7. Porta sem certificação INMETRO

Desde 2018, todas as portas corta-fogo devem ter certificação INMETRO conforme Portaria 449/2018. Portas antigas sem certificado são rejeitadas pelo CBPMESP mesmo que estejam em bom estado aparente.

Como evitar reprovação

A solução é realizar a inspeção técnica com checklist conforme IT 11/25 e NBR 11742 antes da vistoria do CBPMESP — corrigindo todos os defeitos e emitindo laudo técnico com ART. A DRD2 realiza esse diagnóstico gratuitamente.

Eng. Samuel Costa, responsável técnico DRD2 Engenharia, CREA-SP 5070163570

Sobre o Autor

Eng. Samuel Costa é Engenheiro Civil e Engenheiro de Segurança do Trabalho (CREA-SP 5070163570), responsável técnico da DRD2 Engenharia e especialista em projetos de AVCB em São Paulo.

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O vistoriador do CBPMESP testa todas as portas corta-fogo?+
Sim. O vistoriador testa o fechamento automático, verifica a barra antipânico e inspeciona a sinalização de cada porta corta-fogo da edificação durante a vistoria do AVCB.
Posso corrigir a porta depois da vistoria?+
Sim, mas o processo fica mais lento. O CBPMESP emite Comunique-se com prazo para correção e nova vistoria, atrasando a emissão do AVCB. O ideal é corrigir antes da vistoria.
Basta trocar a mola para a porta passar?+
Depende. Se o único defeito for a mola, sim. Mas se houver empenamento, ferragens sem certificação ou sinalização ausente, todos os itens precisam ser corrigidos.

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Eng. Samuel Costa, CREA-SP 5070163570, responsavel por análises, laudos e acompanhamento técnico.

Empresa identificada

DRD2 Engenharia LTDA, CNPJ 51.774.619/0001-94, base operacional em Sao Paulo capital.

Metodo de aprovação

Diagnóstico, conferencia documental, adequacoes, protocolo no Via Fácil Bombeiros e resposta a Comunique-se.

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AVCB, CLCB, renovacao, projeto técnico, hidrantes, sprinklers, alarme, SPDA, gas e brigada.

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